A
recepção de "pop stars" que os jogadores do Botafogo
tiveram em Bacabal, no Maranhão, local da partida contra o
River-PI, na quarta-feira, surpreendeu até mesmo os
próprios atletas. O volante Diguinho ficou feliz com o
carinho, mas disse que o assédio excessivo em alguns
momentos tirou um pouco a concentração dos jogadores.
Ele, no entanto, fez questão de ressaltar o mérito da
vitória foi do adversário. Para o jogador, não
era o dia do Bota, já que até o artilheiro Wellington
Paulista perdeu um gol feito, coisa que não costuma
fazer.
- Demoramos
a entrar no jogo. Tinha muita torcida, não esperava tanto,
foi diferente. Acho que o assédio atrapalhou um pouco a
concentração. Até quando a gente estava
almoçando tinha gente nos vendo pelo vidro. Mas isso
não vem ao caso, a verdade é que não era o
nosso dia. Até o Wellington Paulista, que está em
grande fase, perdeu um gol na cara que não vai perder nunca
mais - afirma.
Para o
técnico Cuca, o assédio era inevitável. O
treinador mostrou uma ponta de frustração de
não ter conseguido retribuir o carinho dos maranhenses com
uma boa vitória. Mas ele espera compensar na próxima
quarta-feira, quando as duas equipes voltam a se enfrentar, desta
vez no Engenhão.
- Não
tinha como evitar o assédio. A verdade é que eles
mereceram vencer por méritos próprios. Não
esperava ver tantos botafoguenses lá, pena que não
conseguimos retribuir o carinho com uma vitória. Vamos fazer
essa homenagem aqui no Engenhão - diz.
O
classificado do confronto Botafogo x River-PI vai enfrentar nas
oitavas-de-final da Copa do Brasil a Portuguesa, que eliminou o
Volta Redonda.