Fábio ainda está longe de
ser um astro no Botafogo. Mas, pelo menos fisicamente, ele
está perto do estrelato. A semelhança com o ator
americano Will Smith rende momentos divertidos na vida do atacante
de 21 anos, que chegou a General Severiano no início de
2008. Entretanto, assim como o astro de Hollywood, ele sonha em ser
a lenda na final do Campeonato Carioca, neste domingo, contra o
Flamengo.
- Muitas pessoas falam que eu sou parecido com o Will Smith. Uma
vez, estava no aeroporto de Londres, e um grupo de brasileiros me
olhou e achou que era ele. Não sei se sou mais bonito ou
mais feio, mas minha conta bancária é muito diferente
da dele - brinca.
Fábio deixou o Brasil com 18 anos para jogar no
Japão, onde defendeu o Mito HollyHock e o Bellmare. Dois
anos depois, voltou ao Brasil, passando por Gama e Corinthians-AL.
O atacante, que tem contrato com o Botafogo até dezembro de
2008, costuma ser a opção ofensiva do técnico
Cuca no segundo tempo das partidas. A pedido do GLOBOESPORTE.COM,
Fábio falou sobre sua vida e sua carreira baseando-se nos
títulos de alguns filmes protagonizados por Will
Smith.
Tenho entrado na maioria dos jogos e
participado de maneira importante, seja fazendo gols ou ajudando os
companheiros a marcá-los. Sonho em fazer um gol na final
deste domingo e deixar meu nome marcado na história do
Botafogo, conquistando o título.
Fábio espera voltar a comemorar um gol pelo Botafogo neste domingo
Quando estava perto de acertar com o Botafogo, muitos me falaram para ter cuidado, pois era um grupo com jogadores consagrados, e, por isso, podiam achar que eu estaria tentando tirar o lugar de alguém. Mas o que encontrei foi um time humilde, um dos melhores com que já trabalhei.
Joguei no Japão há três
anos, e vi que no Brasil muitas vezes não é
possível fazer a independência financeira. Lá
fora são maiores as chances de garantir o futuro da
família. Mas nesse momento penso apenas em conquistar meu
espaço no Botafogo e ficar no clube por mais um
tempo.
Nunca fui um bad boy, sempre fui mais
tranqüilo. Nos tempos livres, gosto de estar com a
família, pois é raro encontrar com eles,
porque estou sempre viajando. Mas tenho consciência de
que, no mundo do futebol, é fácil tornar-se um bad
boy. Joguei no Japão e voltei com dinheiro e amigos.
Também deixei isso subir à cabeça durante um
tempo, mas felizmente tive a consciência de que isso é
prejudicial.
Para mim, felicidade será conquistar o
Campeonato Carioca neste domingo. Ainda mais pelo Botafogo, que
é um clube carente de títulos. Fora de campo, minha
felicidade é ajudar meus pais e minha família, e isso
eu tenho conseguido. É algo muito importante para mim, pois
tenho uma filha de 4 meses, a Maria Eduarda.




bilizeus
Sáb 03 Mai 2008 22:50